terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

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